Veneza e Florença: périplo estético e islamo-cristão em 15 obras de arte

Pode parecer estranho que um italiano visite Veneza e Florença pela primeira vez passados os quarenta anos de idade, mas a verdade é que a cidade onde eu nasci, Turim, não se encontra perto – física nem animicamente – destas duas capitais da Renascença e da arte. Em 2023 as condições foram propícias para preencher esta lacuna, através de duas viagens marcantes e epifânicas. Os objetivos foram comuns a ambas: mergulhar na arte do Renascimento (e na arte em geral) buscando nela pérolas sapienciais, além de estéticas; captar sinais de ligação e cruzamento entre Europa e Islão, Cristianismo e Islão, sobretudo na arte e mesmo que fossem ligeiros ou indiretos.

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«Da Índia à Europa»: exposição sobre «Fábulas de Bidpay» no Museu Calouste Gulbenkian (O Poder da Palavra II, 24 jun. ’21 – 21 jun. ’22)

A obra conhecida em árabe como Kalīla wa Dimna tem raízes em antigas fábulas indianas, que transitaram por Pérsia, culturas arábico-islâmica e judaica e Europa. O Museu Calouste Gulbenkian dedica a este património a exposição Da Índia à Europa, A Viagem das Fábulas de Bidpay. O curador da exposição é Farhad Kazemi, pela coordenação de Jessica Hallet e Diana Pereira. Colaboro no contexto do projeto de curadoria participativa O Poder da Palavra II.

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Artigo «A Pérsia em Fernando Pessoa» em livro «Portugal no Golfo Pérsico» (Biblioteca Nacional de Portugal, 2018)

Foi publicado pela Biblioteca Nacional de Portugal o livro Portugal no Golfo Pérsico: 500 anos, coordenado por Miguel Castelo Branco, reunindo contributos sobre as relações históricas e culturais entre Portugal e Pérsia. O volume inclui um artigo de minha autoria dedicado ao tema «A Pérsia em Fernando Pessoa».

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Conferências «Maktūb: Islão, Liberdade e Destino» (Universidade Lusófona, 19 jan. – 16 mar. ’18)

Neste ciclo de encontros, que coordeno e no qual participo enquanto orador na área de Ciência das Religiões da Universidade Lusófona, abordamos o tema da predeterminação e predestinação e como este se relaciona com as dimensões do acaso e da liberdade, no pensamento e na mística do Islão. Maktūb em árabe significa ‘escrito’ e é palavra utilizada pelos muçulmanos no sentido de ‘determinado’ e ‘predestinado’ por Deus.

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Pessoa, Khayyam e cultura islâmica: entrevista na revista literária «Piadero» (Irão, 21 dez. ’15)

A revista literária iraniana Piadero publicou uma entrevista comigo, realizada pelo investigador persa Amir Farrokh Payam. O tema da conversa é o interesse de Fernando Pessoa pelo poeta, cientista e filosofo persa Omar Khayyam bem como pela cultura islâmica. Trata-se também de uma ocasião para contribuir a introduzir aos leitores iranianos a figura de Fernando Pessoa.

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Palestra sobre Pessoa e Khayyam no Flores do Cabo (Colares, 5 ago. ’12)

Vou proferir a comunicação «Notas sobre Notas sobre Fernando Pessoa, Omar Khayyām e as rubāʿiyāt», acompanhado pelo músico, exímio percussionista e querido amigo Baltazar Molina, no dia 5 de agosto de 2012 às 18h, no Flores do Cabo, em Pé da Serra – Colares, no âmbito do evento Paraíso a Utopia Persa.

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Pessoa e Khayyam: artigo em livro com prefácio de José Saramago (Espanha, 2010)

Saiu o meu artigo «La sabiduría de Omar Khayyām en la lectura de Fernando Pessoa y en la tradición filosófica persa: elementos para una comparación», no livro El pensar poético de Fernando Pessoa, organizado por Pablo Javier Pérez López e Fernando Calderon Quindós, com prefacio de José Saramago (Manuscritos, 2010).

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