A obra conhecida em árabe como Kalīla wa Dimna tem raízes em antigas fábulas indianas, que transitaram por Pérsia, culturas arábico-islâmica e judaica e Europa. O Museu Calouste Gulbenkian dedica a este património a exposição Da Índia à Europa, A Viagem das Fábulas de Bidpay. O curador da exposição é Farhad Kazemi, pela coordenação de Jessica Hallet e Diana Pereira. Colaboro no contexto do projeto de curadoria participativa O Poder da Palavra II.
Link direto, mais informações e fonte da imagem: https://gulbenkian.pt/historia-das-exposicoes/exhibitions/2514/
Esta pequena exposição foca-se na descoberta de um manuscrito não encadernado na coleção de Calouste Gulbenkian (LA170), cujas ilustrações sobreviveram miraculosamente às cheias de 1967 em Lisboa. Trata-se de uma cópia de Anvâr-e Sohayli [Luzes de Canopus], uma tradução para persa de Kalila e Dimna realizada por Va’ez Kashefi no final do século XV na corte do príncipe timúrida de Herat, o sultão Husayn Bayqara (r. 1469-1470; 1470-1506). O título deriva do nome do comandante supremo do sultão, Amir Sheikh Ahmad Sohayli.
(Fonte: site da Fundação Calouste Gulbenkian)
A exposição integra as atividades do projeto «O Poder da Palavra»:
O Poder da Palavra é um projeto do Museu Calouste Gulbenkian que reúne um grupo abrangente em torno do estudo da Arte do Livro e de outros objetos da coleção do Médio Oriente, membros da comunidade local, colaboradores da equipa de curadores e do Serviço Educativo e investigadores. O seu objetivo é potenciar a experiência destas obras conduzindo os participantes a uma pesquisa colaborativa e à criação de novas e vibrantes interpretações contemporâneas, numa afirmação do valor da cultura imaterial.
(Fonte: site da Fundação Calouste Gulbenkian)